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domingo, 29 de agosto de 2010

Para Descontrair: Reles Rimas [2]

- Perfume
Cheiro, que cheiroso!
Cada um é diferente do outro
Porque ter todos se puder ter aquele
O mais perfeito dos perfumes
Aquele que te faz imaginar as mais remotas das essências
Do ser, do estar, do falar, do amar
Aquele que te faz suspirar
Lembrando daquele dia que te fez parar
E render-se sem pensar

- Encontro
Andei procurando
Procurando sabe-se o que
Só sei que encontrei
Encontrei você
Você? Não!
Você não existe!
É apenas minha imaginação
Perfeito com sua beleza
Amante para o meu coração
Mas é só uma criação
Que pena que é só a minha imaginação...

PS.: Camões deve estar se debatendo no túmulo agora. Gente como eu sou ruim! Não arruinarei mais as suas mentes...

sábado, 28 de agosto de 2010

Desvario em Sono: Ódio

Era um fim de tarde de São João. Todos estavam na rua gritando, dançando, cantando, soltando fogos, festejando... Exceto uma garota, ela era turista como a maior parte das pessoas que se encontravam nesta cidadezinha. Andava devagar e em passos continuos parecia que não estava nesse mundo. Entrou no mercado. Assim como toda a cidade, o lugar estava cheio. Atravessou algumas prateleiras e subitamente parou. Algo, melhor, alguém chamou sua atenção. Cabelos negros como ébano e suavemente arrebitados, olhos tão azuis quanto o céu sem nuvens num dia ensolarado, feições másculas e concomitantemente angelicais. Tinha um corpo escultural, um olhar penetrante e um sorriso hipnótico que iluminava seu rosto e o fazia mais parecido com os deuses. Seu nome? Thomaz.
Ele correu e a abraçou, a garota retribuiu. Iniciou-se uma conversa entre bons amigos, porém ela não ouvia, parecia fascinada com sua beleza e hipnotizada com seu jeito. Eles andaram um pouco e então a mesma sentiu o chão fugir dos seus pés quando Thomaz lhe apresentou sua noiva. Ela possuia um rosto bonito, cabelo ligeiramente loiro e cacheado, porém era de uma magreza que seus ossos transpareciam a pele. Tinha uma soberba no olhar e um riso sínico e provocador nos lábios.
Um ódio corroeu suas entranhas, socou seu estômago. A garota se afastou e quando não estava mais a vista se encostou na prateleira. Uma fúria penetrou em seu peito, então ela avistou o alcool, pegou três garrafas e discretamente foi espalhando pelo mercado até que encontrou a noiva. Cega de cólera se aproximou dela, sem nenhuma discrição derramou a garrafa inteira de alcool sobre a mulher e cruelmente ateou fogo com um isqueiro.
As labaredas surgiram rapidamente e os gritos entoavam numa melodia maléfica que agradava aos seus ouvidos. O fogo espalhava-se pelo local. A algazarra penetrou no mercado e ela se deu conta de que precisava sair. Correu. E já do lado de fora, parou e apreciou, com um ar insano, as chamas se refletindo em seus olhos nocivos, o lugar desmoronar esmagando todos lentamente.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Para Descontrair: Reles Rimas

- O Que Ser
Não sei o que ser
O que irei ser
Será que você sabe?
A cada segundo me pego
Pensando no que ser
Nada! É a resposta que me vem
Nada, vazio, quem sabe?
Talvez um dia saberei
Ou morrerei sem saber
Mas só assim saberei que tentei
Tentei ser eu até o fim!

- Conflito
Minha mente em conflito
Não esconde a transição
Sempe aflito
Bate aquele coração
É mentira ou verdade?
Vai ou volta?
Aparece ou se esconde?
Anda logo não demora
Pressa ou perfeição?
Eu escuto ou não?
Por que tanto peso?
Se meus ombros não aguentam
Chega logo solução
Tchau infortúnio
Adeus aflição!

PS.: Bem chulas mesmo! =X

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Desvario em Sono: Incêndio

Era uma tarde de inverno, clima seco, frio, com vento, e o sol teimava em aparecer. Ela tomava banho, aquele banho quente que arrepia a penugem e expulsa toda a frieza do corpo.O seu sabonete perfumado com a água fervente atravessava cada pequena parte da sua pele e deixava os espelhos e vidros embassados. Um cantarolar gracioso de uma música desconhecida se misturava a névoa e inundava o banheiro, que por sinal era pequeno e simples não fazia jus a beleza que alí achava-se. O que ela não notou foi que tinha exigido demais do chuveiro e o objeto entrou em curto circuito iniciando um dos focos do estranho incêdio daquela tarde de domingo.
Deixando o banheiro para trás ela se vestiu e apanhou o secador para secar seus belos cabelos. Até que sentiu um cheiro que a assustou, um forte cheiro de queimado. O fogo havia se alastrado e tinha tomado conta de todo o chuveiro. Correu até a sala para avisar a família e encontrou fogo no sofá próximo do frasco de um perfume que havia deixado lá. Antecipou-se e alcançou o recipiente, todavia assim que percebeu o que era, apavorou-se. O que antes era um líquido aromático, agora mais parecia uma bomba líquida armazenada neste pequeno frasco. Imediatamente se dirigiu a varanda e olhou para a rua logo abaixo. Morava no quarto andar e tinha pessoas na rua... não tinha escolha a bomba estava prestes a detonar necessitava se livrar dela. Jogou-a.
Primeiro uma explosão seguida de um pavoroso silêncio. Ela estava petrificada com a esperança de que tivesse ido junto com a bomba, até que seu irmão lhe chamou. Não podia ficar parada tinha que agir, pois o incêndio agora tinha três focos: o chuveiro, o sofá e a geladeira.
A energia já estava cortada poderiam agora jogar água. E jogaram. Baldes e baldes de água para apagar o fogo. Com as chamas controladas, o medo cessou e o alívio chegou, não obstante durou muito pouco, pois já ouvia-se gritos vindos dos andares inferiores e a sirene dos bombeiros ecoava pela rua. O Terror invadiu o seu rosto, se apoderou do seu corpo, rasgando seu peito, explodindo seu coração.
E então uma tranquilidade a invadiu. Ela se sentiu quente, segura, sonolenta... Acordou e percebeu que tudo não passava de um desvario. Era apenas um sonho...