Logo em seguida estava de pé numa sala. Ouvi vozes. Através de uma porta de vidro se encontrava uma mulher, de costas, que conversava tranquilamente ao telefone. Me aproximei. Ela virou e seu olhar me atravessou como se eu não existisse. Cheguei ainda mais perto. Queria escutar o que ela falava. Queria saber a razão da sua e da minha presença ali. Queria entender porque eu não podia ser visto. Queria saber...
Ela sumiu e um casal emergiu à mesa da sala. Eles conversavam calorosamente e de repente olhos mortíferos me encararam, o homem sustentava um olhar fixo e maléfico. Ele se levantou e estendeu sua mão negra e pútrida em minha direção. Me encolhi no chão e fechei os olhos. Novamente a cegueira branca persistiu e cortando a brancura da minha mente estava a amedrontadora mão que atravessou meu ser e arrancou minha alma.


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